sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A pressão na época do vestibular



A Celi Piernikarz, Orientadora do Colégio Horizontes, deu uma entrevista para o site: Seja Bixo, onde abordou a pressão que os adolescentes, muitas vezes, sofrem em casa na época do vestibular. Confira:


Pressão dentro de casa

Saiba como lidar com a pressão de pais ou familiares sem perder o foco nos estudos para o vestibular

Por Marina Ogawa

Engano de quem pensa que os pais são os que mais apoiam seus filhos na hora de prestar vestibular. Muitas vezes eles não dão o suporte necessário e cobram coisas do vestibulando para as quais ele não está preparado. Parte do vestibular depende não só dos estudos, mas principalmente do psicológico. Quem está despreparado, corre mais riscos de não ir bem e desperdiçar dias, meses ou até mesmo anos de estudos.

De acordo com a psicoterapeuta e orientadora profissional, Celi Piernikarz, os pais querem tanto algo de seus filhos que acabam atrapalhando a época de estudos, e até mesmo a hora da prova, onde o nervosismo é ainda maior. "Existem pais que pensam que só porque passaram em faculdades públicas ou fizeram um determinado curso, o filho tem de fazer igual ou melhor. Mas as coisas não são assim", comenta Celi sobre casos que ela já presenciou durante orientações em família. Tudo que possui muita cobrança e expectativa, frustra e isso prejudica no desempenho do aluno, seja na hora dos estudos ou no dia da própria prova.

E como fazer para superar as expectativas dos pais? Essa é uma das perguntas que rondam os alunos que querem satisfazer os mais velhos, e não suas próprias vontades. "O aluno tem que seguir o que ele quiser como carreira. Ir para a faculdade é o início de um novo ciclo. Ele tem que fazer sua escolha, e não a de seus pais".

Muitos pais ou familiares ainda pressionam os vestibulandos na esperança de que ele tome o rumo que eles julgam como certo, sem possibilidades de escolha. "Existem muitos pais que querem para os filhos o que eles não puderam ter, aqueles que também foram pressionados há anos e aqueles que querem que os filhos sigam o mesmo caminho que eles tomaram".

Nossa dica para você, vestibulando, é analisar se o que os seus pais querem que você siga, é realmente sua vontade e, também, buscar um equilíbrio entre as opiniões. Mas não se esqueça, o que realmente importa é a sua vontade.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Que Pesadelo!


Soninha, que tem quatro anos, teve um terrível pesadelo à noite. Um bicho muito feio e grande corria atrás dela tentando mordê-la. Ela gritava, procurava escapar, até que acordou chorando, e se deparou com a mãe que vinha acalmá-la. Muito brava e assustada, perguntou: 'porque você  não foi lá para me ajudar?'

Entre 3 e 6 anos aproximadamente, é comum as crianças terem pesadelos com temas  relacionados a situações de perseguições, devoramentos, desaparecimentos, ataques, diante das quais ficam incapazes de se proteger.

Os sonhos são uma produção psíquica que nos permite continuar a dormir enquanto a cabeça prossegue ativa, buscando digerir as experiências vividas. Quando a angustia que surge no sonho é grande, ele perde sua função de manter o sono e acordamos.

 Uma criança como a do nosso exemplo, não é capaz ainda de fazer completamente a distinção entre o que pertence à realidade e o que é sonho. O crescimento lhe permitirá reconhecer quando se trata de um produto do seu mundo interno.

Muitas vezes, para acalmar os filhos, os pais tentam separar o pesadelo do resto da vida, diminuindo a importância do sonho: 'é bobagem, não é de verdade!' . Enganam-se. Soninha, quando corre do bicho, mostra que está enfrentando ameaças  diante das quais se sente enfraquecida. Essas situações ameaçadoras podem não estar ocorrendo 'na realidade'.

Entretanto, são verdadeiras para a criança que, especialmente nessa fase da vida, experimenta rivalidades, sentimentos de exclusão e desejos de excluir. Está em plena luta por seu lugar no mundo, pelo amor dos pais.

Conversar sobre esses bichos, deixá-la falar sobre eles, pensar o que poderia fazer para se proteger, são recursos que podem ajudá-la. Com o tempo, encontrará maneiras de enfrentar as ameaças, que não lhe 'tirem o sono'.

Helena Mange Grinover - Psicologia Clínica; professora na UNIP e do Departamento de Psicanálise Instituto Sedes Sapientiae; Membro do Conselho do Instituto Zero a Seis. http://www.institutozeroaseis.com.br/

Marcia Arantes – Psicóloga; professora de Orientação Profissional - Faculdades Paulistanas; Trabalho de Promoção do Desenvolvimento Pessoal para Professores e Alunos do Instituto Europeo Di Design; Membro do Conselho do Instituto Zero a Seis. http://www.institutozeroaseis.com.br

Encontros pela Educação de Qualidade


A Editora Moderna realiza no próximo dia 29 de setembro, o evento Encontros pela Educação de Qualidade, com o tema: Contextualizar e sistematizar os conhecimentos na cultura digital. O encontro terá como palestrante Ricardo Dreguer, Bacharel e Licenciado em História pela USP, especialista em História da Arte, Professor do Ensino Fundamental por vinte anos.

Serviço:
Data: 29 de setembro
Das 8h às 12h30
Local:  Hotel Renaissance – Alameda Santos, 2233
Inscrições: Tel. (11) 2076-7905

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Dia Nacional do Teatro


O teatro brasileiro teve sua origem no século XVI, em 1564, quando o Brasil passou a ser colônia de Portugal. Os padres da chamada companhia de Jesus, os Jesuítas, vieram para catequizar os índios, e com isso trouxeram suas influências culturais como a literatura e o teatro. Este então foi usado como instrumento pedagógico, em princípio para a educação religiosa, já que os índios tinham uma tendência natural para a música e a dança, e sendo assim os Jesuítas se utilizaram de elementos da cultura indígena e perceberam no teatro o método mais eficaz como instrumento de "civilização"

Pelo fascínio da imagem representativa, o teatro era muito mais eficaz do que um sermão,por exemplo. Nota-se, portanto, que a origem do teatro no Brasil é religiosa, assim como boa parte das manifestações culturais. Nessa época o Padre Anchieta era o responsável pela autoria das peças,ele escreveu alguns Autos como "Na festa de São Lourenço", também conhecido como "Mistério de Jesus", e o "Auto da Pregação Universal", escrito entre 1567 e 1570, e representado em várias regiões do Brasil, por vários anos.


No entanto, o principal objetivo era a catequese, por isso com esses elementos também estavam os dogmas da Igreja Católica . Sendo assim, as comédias e tragédias eram pouco representadas. A opção ficava com os autos sacramentais, que tinham caráter dramático, e, portanto, estavam impregnadas de características religiosas.

Até 1584 as peças eram escritas em tupi, português ou espanhol, quando então surgiu o latim. Os autos tinham sempre um fundo religioso, moral e didático, representados por personagens de demônios, santos, imperadores e algumas vezes apenas simbolismos, como o amor ou o temor a Deus. Os atores eram os índios domesticados, os futuros padres, os brancos e os mamelucos. Todos amadores, que atuavam de improviso nas peças apresentadas nas Igrejas, nas praças e nos colégios.

O teatro brasileiro criou forças com o início do Romantismo, no século XIX, por volta de 1838, impulsionado por alguns grandes escritores como Martins Pena, que foi um dos pioneiros com suas comédias de costumes, Artur de Azevedo, Gonçalves Magalhães, o ator e empresário João Caetano, o escritor Machado de Assis e José de Alencar.

O desenvolvimento do teatro aconteceu quando escravos brasileiros libertados na Nigéria, em 1880, fundaram a primeira companhia dramática brasileira, a Brazilian Dramatic Company. Mas foi somente em 1900 que o teatro se consagrou. Embora tenha enfrentado fortes crises políticas do país, conseguiu com muita luta a sua independência. O teatro passou por momentos difíceis na época da ditadura. Entre 1937 e 1945, não fosse a ideologia populista que se manteve ativa por meio do teatro de revista, ele teria sido extinguido. Surgem as primeiras companhias estáveis do país, com nomes como Procópio Ferreira, Jaime Costa, Odilon de Azevedo entre outros.

Outro período importante foi quando Paschoal Carlos Magno funda o Teatro do Estudante do Brasil, no ano de 1938. A partir daí começam a surgir as companhias experimentais de teatro, que estendem-se ao longo dos anos, marcando a introdução do modelo estrangeiro de teatro no país, firmando então o princípio da encenação moderna no Brasil.

Em 1948 é fundado pelo italiano Franco Zampari o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), uma companhia que produzia teatro da burguesia para a burguesia, importando técnicas e repertório, com tendências para o culturalismo estético.

Já em 1957 surge o Teatro de Arena de São Paulo, a porta de entrada de muitos amadores para o teatro profissional, e que nos anos seguintes tornaram-se verdadeiras personalidades do mundo artístico.

Com o Golpe Militar em 1964, as dificuldades aumentam para os diretores e atores de teatro. A censura faz com que muitos artistas tenham de abandonar os palcos e exilar-se em outros países. Restava às gerações futuras manterem vivas as raízes já firmadas, e dar um novo rumo ao novo estilo de teatro que estaria para surgir.

Concurso Cultural FTD


Que tal viajar para um diferente estado brasileiro e conhecer uma cultura bem diferente da sua?

Participe do nosso Concurso Cultural: Os vários sentidos da cultura brasileira! Para concorrer, o aluno deve elaborar um texto que verse sobre obras esculturais ou urbanísticas, folclore regional e demais elementos referenciais da cultura originária de seu estado.

O concurso está aberto a estudantes do 5º ao 9º ano de escolas públicas e privadas do território nacional e vai até o dia 30/11/2012.

E ainda: cada ganhador indica um professor que também será premiado!

Mais informações FTD