quarta-feira, 17 de abril de 2013

É meu!


Algumas crianças, por volta de 3 anos de idade, estão brincando na areia, sob os olhares das mães, amigas entre si. Os apetrechos da brincadeira, baldes, pás e forminhas, pertencem a uma delas. Tudo parece harmônico até o momento em que uma garotinha, sem que os adultos saibam exatamente porque, resolve retirar os objetos, até então coletivos, com a famosa frase: ' É meu, não quero que você pegue!' ' Só a Bia pode pegar, você não, nem o Vitor'. A paz se dissolve: uns choram, outros resistem, outros se vangloriam por serem escolhidos... E as mães, não sabem o que fazer. Ficam meio constrangidas, tentando se desculpar.

As crianças passam por diferentes momentos em relação à posse de objetos. Os menores,  até aproximadamente 2 anos, não têm noção de 'meu e seu'. Apegam-se, muitas vezes, àquilo que estão segurando, mas sem a ideia de que lhes pertence.

Por volta dos 3 anos, principia a noção de que as coisas 'pertencem' a alguém, o que contribui para fortalecer a criança na sua identidade. Os objetos que ela possui a ajudam  a se perceber como uma pessoa diferente das outras, eles fazem parte de sua existência individual. Com esse entendimento vem também  o risco de perder e, de agora em diante, haverá uma fase em que ter ou não ter despertará fortes sentimentos e reações.

Algumas poderão ter mais dificuldades em momentos como esse da nossa história e, nestes casos, convém não forçá-las, pois isso complicará o aprendizado de atitudes de colaboração e generosidade, que dependem de condições psíquicas constituídas em tempos distintos para cada um.

É desejável que os adultos possam admitir filhos ou alunos que sejam `egoístas` por um certo período , que  ocorram certas choradeiras por causa de brinquedos não compartilhados...Para isso, é importante  perceber que essa dificuldade é própria do desenvolvimento até aproximadamente os quatro, cinco anos. A partir daí, os nossos futuros cidadãos podem começar a apresentar maior tolerância e desprendimento no intercambio social e pode- se solicitar mais deles.

Helena Mange Grinover - Psicologia Clínica; professora na UNIP e do Departamento de Psicanálise Instituto Sedes Sapientiae; Membro do Conselho do Instituto Zero a Seis. http://www.institutozeroaseis.com.br/

Marcia Arantes – Psicóloga; professora de Orientação Profissional - Faculdades Paulistanas; Trabalho de Promoção do Desenvolvimento Pessoal para Professores e Alunos do Instituto Europeo Di Design; Membro do Conselho do Instituto Zero a Seis. http://www.institutozeroaseis.com.br

terça-feira, 16 de abril de 2013

Palhaçada na Praça do Memorial



Shows de Filipe Catto e de Willie, ex-Rádio Taxi estão na programação de fim de semana

A estreia do Circo da América Gelatina, sob a batuta do Palhaço Gelatina, será uma das atrações  da programação popular de fim de semana que o Memorial vem realizando há um mês em suas áreas livres.  O espetáculo conta a estória do soberbo mestre de pista, Leopoldo Pança, e de seu único funcionário, o Palhaço Gelatina, que querem resgatar o ex-imponente Grani Circo da América Gelatina. Domingo, 11h, na lona do Circo Paratodos. De quebra, no final da tarde, às 16h e 19:30h tem o fantástico Circo Vox a preços populares.

Antes, no sábado, enquanto a criançada se diverte no parque infantil e em outras atividades recreativas, o show com o cantor Willie Oliveira revive os grandes hits dos anos 1980, período em que ele brilhou com o Rádio Táxi (Lembram da música Eva?).
Também no sábado, às 9 da noite no Auditório Simón Bolivar, entra em cena Filipe Catto, uma das revelações mais recentes da MPB.  O espetáculo é de graça e os ingressos começam a ser distribuídos a partir das 14h de sexta-feira nas bilheterias do Auditório. Acesso de pedestres pelo portão 13.

  
Programação completa e mais informações:
Memorial da América Latina
Tel.: 11 3823 4620

segunda-feira, 15 de abril de 2013

15 de Abril - Dia Mundial do Desenhista


A data celebra o aniversário do artista italiano Leonardo Da Vinci, um dos maiores artistas Renascentistas e atuava em vários segmentos da arte, principalmente o desenho, que era usado com frequência nos seus estudos, das mais variadas formas.

Ao longo da história, o desenho evoluiu no mesmo ritmo que a própria humanidade, mas jamais perdeu a sua essência como forma de expressão, arte e comunicação.

Coloca um lápis e um pedaço de papel na mão deles que eles vão longe. Riscos, rabiscos, linhas, curvas e no final um belo desenho. Assim são os desenhistas, sejam eles, técnico, desenhista industrial, designer gráfico ou aquele que se dedica ao desenho livre.

Pais Brilhantes - Professores Fascinantes


“Se você conseguir fazer seus filhos sonharem, terá um tesouro que muitos reis procuraram e não conquistaram”.

No livro PAIS BRILHANTES – PROFESSORES FASCINANTES o psiquiatra e cientista Augusto Cury mostra que é preciso cultivar a emoção e expandir a inteligência dos jovens. E, para isso, os pais e professores precisam de ferramentas para estimular as crianças e os adolescentes.

Ele mostra que para fazer a diferença temos de adquirir os sete hábitos dos pais brilhantes e dos professores fascinantes. Além disso, ele chama a atenção para os sete pecados capitais dos educadores e ensina dez técnicas pedagógicas que podem revolucionar tanto a sala de aula quanto a de casa.

Formar crianças e adolescentes sociáveis, felizes, livres e empreendedores é um belo desafio nos dias de hoje. A solidão nunca foi tão intensa: os pais escondem seus sentimentos dos filhos, os filhos escondem suas lágrimas dos pais, os professores se ocultam atrás do giz.

A quem interessa este livro? Aos pais, aos professores da pré-escola, do ensino fundamental, médio e universitário, aos psicólogos, aos profissionais de recursos humanos, aos jovens e a todos os que desejam conhecer alguns segredos da personalidade e enriquecer suas relações sociais.

Pais Brilhantes, Professores Fascinantes é um ótimo exemplo do talento de Augusto Cury: um livro cheio de valiosas contribuições para a autoestima e desenvolvimento das pessoas”.

Serviço:
Pais Brilhantes - Professores Fascinantes
Augusto Cury
Ed. Sextante

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Questão de autoridade!


A mãe de Julio, garoto de seis anos, está desesperada com as desobediências do filho: 'eu agora digo que vou bater se ele não me obedecer, mas não posso fica batendo o tempo todo. Às vezes, nem isso adianta, ele já sabe que nem sempre eu bato'.

A mãe de Camila responde: 'eu digo que vou falar para o pai dela e funciona'.
Após os cinco, seis anos aproximadamente, as crianças precisam mostrar certa capacidade de mudar de atitude apenas por meio de palavras. Por exemplo, dizer: 'estamos no cinema, aqui não se pode falar alto' ou 'as visitas se servem primeiro', deve ser suficiente para que procurem se comportar.Quando isso acontece, podemos dizer que a criança reconhece uma autoridade.

Privilegiar a linguagem na busca do entendimento e da aceitação dos limites, é absolutamente necessário para educar um ser humano para a convivência social. 
Caso não haja sinal desse avanço, o desenvolvimento e a sociabilidade podem ficar prejudicados. Todos nós já vimos aqueles pequenos `diabinhos´ indesejados, que não se integram em lugar algum.

As mães do Julio e da Camila adotam maneiras muito diferentes de educar. Aquela que ameaça bater não introduz na sua conversa com o filho uma outra pessoa, ou um conjunto de regras que ele deva respeitar. A situação fica apenas entre ela e ele, sendo que precisa sempre dominá-lo por meio de sua força física, no corpo a corpo. Isso, ao contrário do que se almeja, pode aumentar a desobediência.

Já a mãe da Camila não precisa usar  a força física. Ela utiliza  o pai de sua filha como uma  referência que a apoia. Estabelece-se assim uma autoridade, que não precisa ser necessariamente o pai da criança: é alguém reconhecido e respeitado sem que precise estar  de corpo presente, basta que esteja em palavras...

Helena Mange Grinover - Psicologia Clínica; professora na UNIP e do Departamento de Psicanálise Instituto Sedes Sapientiae; Membro do Conselho do Instituto Zero a Seis. http://www.institutozeroaseis.com.br/

Marcia Arantes – Psicóloga; professora de Orientação Profissional - Faculdades Paulistanas; Trabalho de Promoção do Desenvolvimento Pessoal para Professores e Alunos do Instituto Europeo Di Design; Membro do Conselho do Instituto Zero a Seis. http://www.institutozeroaseis.com.br