quarta-feira, 6 de junho de 2012

Estar não é ser!


'Não deixo mais minha filha brincar com essa menina. Ela é malvada! Faz coisas ruins!' 'Meu filho está falando muito palavrão. Digo a ele que quem faz isso é feio'.' O Paulinho agora deu para ser tímido, ficou o tempo todo agarrado em mim durante a festa'.

No processo educativo os mais velhos oferecem referências que orientam os mais novos sobre o que é certo, valorizado, desejável, prejudicial. No entanto, é igualmente importante ajudá-los a perceber que os valores se referem aos comportamentos, e não às pessoas.

Quando dizemos que uma criança é malvada porque bateu em alguém, condenamos a criança e não o seu ato de malvadeza.  Tiramos dela a possibilidade de rever sua atitude e se comportar diferentemente em outra ocasião. Afinal, um malvado é sempre malvado...

A tarefa de educar inclui promover mudanças. Os pais, para exercerem seu papel, precisam acreditar que sua interferência produz alterações, e as crianças precisam  saber que eles têm essa crença.

Toda vez que se utiliza o verbo 'ser', a visão  da situação tende a se imobilizar, como numa brincadeira de 'estátua'. Ao contrário, quando utilizamos o verbo 'estar', a possibilidade de transformação permanece no horizonte. O Paulinho pode 'estar' tímido em uma situação e 'à vontade' em outra.

 Dizer que 'é ruim bater no colega' é bem diferente de dizer que 'quem bate no colega é ruim'. Os educadores se tranquilizam e são mais justos quando entendem essa diferença, pois podem punir uma atitude específica, sem estigmatizar a criança. Esta  ficará aliviada sabendo que há meios para consertar a 'coisa errada' que fêz. Isso  a fortalece.

Helena Mange Grinover - Psicologia Clínica; professora na UNIP e do Departamento de Psicanálise Instituto Sedes Sapientiae; Membro do Conselho do Instituto Zero a Seis. http://www.institutozeroaseis.com.br/

Marcia Arantes – Psicóloga; professora de Orientação Profissional - Faculdades Paulistanas; Trabalho de Promoção do Desenvolvimento Pessoal para Professores e Alunos do Instituto Europeo Di Design; Membro do Conselho do Instituto Zero a Seis. http://www.institutozeroaseis.com.br/

Extraído do blog: www.vivazpsicologia.blogspot.com

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Conto de Jorge Amado chega a 8 bibliotecas


Inspirado pelo poema "O mundo só vai prestar/ Para nele se viver/ No dia em que a gente ver/ Um gato maltês casar/ Com uma alegre andorinha", cantado pelo trovador Estêvão da Escuna, em frente ao Mercado das Sete Portas, em Salvador, Jorge Amado escreveu a obra "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá", como presente de aniversário de um ano do filho João Jorge, em 1948, em Paris. Publicado apenas em 1976, o conto sobre a improvável história de amor entre um gato mau e uma adorável andorinha ganhou diversas adaptações para teatro e dança. 

O Grupo 59, que reúne os 15 atores da turma 59 do curso de interpretação da Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD-USP), realizou uma montagem lúdico-musical do espetáculo, que ficará em cartaz em 8 bibliotecas públicas no mês de junho. Dirigida por Cristiane Paoli Quito, a peça infantojuvenil resgata a tradição dos contadores de histórias, com atores que são, ao mesmo tempo, narradores e diversos personagens. 

O roteiro é uma criação de Antônio Rogério Toscano, com parceria do Grupo 59.  Além de teatro, a montagem reúne diversas linguagens artísticas, como músicas criadas pela própria companhia e técnicas de dança. “No trabalho com o corpo, a gente usou uma metodologia aplicada pela diretora do espetáculo, Cristiane Quito, e desenvolvida pela coreógrafa Tarima Coelho, o ‘BMC’ (body mind centering), que trabalha a comunicação entre o corpo e a mente pelo movimento dos órgãos e dos ossos”, explica a atriz Carolina Faria. “Isso faz com que, na peça, a gente fielmente sinta como esses animais se comportam e não apenas imite”.

Serviço:
BP Cora Coralina. Rua Otelo Augusto Ribeiro, 113, Guaianases, Zona Leste. Tel. 2557-8004.  Dia 3, 11h
BP Hans Christian Andersen. Av. Celso Garcia, 4.142, Tatuapé, Zona Leste. Tel. 2295-3447. Dia 16, 16h
BP Padre José de Anchieta. Rua Antônio Maia, 651, Perus, Zona Norte. Tel. 3917-0751. Dia 17, 11h
Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato. Rua General Jardim, 485, Vila Buarque, Centro. Tel. 3256-4122. Dia 20, 14h30
BP Mário Schenberg. Rua Catão, 611, Lapa, Zona Oeste. Tel. 3672-0456. Dia 23, 14h
BP Álvares de Azevedo. Praça Joaquim José da Nova, s/nº, Vila Maria, Zona Norte. Tel. 2954-3118 e 2954-2813. Dia 24, 11h
BP Viriato Corrêa. Rua Sena Madureira, 298, Vila Mariana, Zona Sul. Tel. 5573-4017 e 5574-0389. Dia 24, 16h
BP Belmonte. Rua Paulo Eiró, 525, Santo Amaro, Zona Sul. Tel. 5687-0408 e 5691-0433. Dia 30, 11h

Peça de teatro apresenta canções de Noel Rosa às crianças


A peça infantojuvenil "Canção de Amor em Rosa", com direção e texto de Fernanda Maia, conta a história de amor entre o sambista Chico e Isabel. As apresentações, que acontecem no Teatro Zanoni Ferrite, buscam uma aproximação do público infantil com as composições de Noel Rosa.

Isabel mora com a Tia Joaninha, que quer ver a jovem casada com o rico Comendador Lacerda – embora a fortuna deste seja de origem duvidosa. Isabel considera Chico um grande compositor de sambas, e acredita que ele é capaz de ganhar o próprio sustento como músico. Ele, porém, não tem a menor vontade de trabalhar.

O Comendador Lacerda pede Isabel em casamento, mas ela ama Chico. Com esperanças de que seu amor mude e deixe de lado a preguiça pelo trabalho, Isabel propõe uma competição entre os pretendentes para ver qual deles merece a sua mão.

Como pano de fundo, as histórias dos personagens são construídas a partir de sambas memoráveis do Poeta da Vila. Composições como “Pierrot Apaixonado”, “Mulher Indigesta” e “Seja Breve” compõem o repertório.

Serviço: 
Canção de Amor em Rosa
Teatro Zanoni Ferrite. 
Até  1º de  Julho.
Sáb. e dom., 16h. R$ 10. 
Av. Renata, 163, Vila Formosa, 
Tel.: 2216-1520. 

Sinfônica e corais de graça no Memorial



Orquestra Sinfônica Carlos Gomes, criada pelo maestro Ricardo Rosseto em 2009, apresenta peças consagradas de grandes compositores da música clássica de todos os tempos. Repertório tem, entre outras, Ave Maria (Gounod), Cantante Domino (Haendel), Farandole (Bizet),Rondo (Henry Purcell).  Quatro corais participam da audição.

Serviço:
Orquestra Sinfônica Carlos Gomes
Memorial da América Latina
Dia 10/06 - Domingo, 18h, Auditório Simón Bolivar
Entrada gratuita
Entrada para pedestres pelo portão 13. Estacionamento ao lado (portão 15), com preço único de 10 reais.
Mais informações: http://www.memorial.org.br/2012/05/443058/

OhAmlet – do Estado de Homens e de Bichos


Reestreiou no dia 3 de junho na Oficina Cultural Oswald de Andrade, espaço da Secretaria de Estado da Cultura, OhAmlet – do Estado de Homens e de Bichos. O espetáculo Cia. Artehúmus de Teatro é baseado na obra de Shakespeare e na fábula Amlet, de Saxo Grammaticus. A peça fica em cartaz até o dia 25 de Junho, sempre aos domingos, às 18h e as segundas, às 20 e a entrada é franca.

A partir do mito Hamlet – e não exatamente o material dramático e épico criados por Shakespeare e Saxo Grammaticus – será investigado o caráter mitológico em diálogo com o tempo presente. No entanto, será explorada a confrontação com o mito, em vez de identificação.

O espetáculo discorrerá sobre trabalhadores de Elsinore que convidam o povo a conhecer situações trágicas e cômicas que permeiam uma disputa de poder. O jovem Hamlet, ainda que morto, contrata a Cia. Artehúmus de Teatro para encenar o assassinato de seu pai e, quem sabe, descobrir quem realmente o tirou do poder.

Dramaturgia e encenação são de Evill Rebouças e o elenco é composto Daniel Ortega, Edu Silva, Leonardo Mussi, Nilson Castor, Queila Rodrigues, Rafael Nascimento, Roberta Ninin e Solange Moreno.

Desde a sua origem no ABC Paulista, a Companhia Artehúmus de Teatro, desenvolve pesquisa de linguagem que prioriza, sobretudo, a experimentação dramatúrgica. Assim, grande parte de suas montagens foi realizada com dramaturgia própria assinada por Evill Rebouças, entre elas, Explode seiva Bruta (1987), No Reino de Carícias (1990), Pingo Pingado, papel Pintado (1992)m Dandara, o Marinheiro (1995) entre outras

Serviço:
OhAmlet – do Estado de Homens e de Bichos
Até  25 de Junho, domingos, às 18h e segundas, às 20h
Oficina Cultural Oswald De Andrade
Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – SP
Telefone (11) 3221-4704
Capacidade: 60 lugares
Entrada: Grátis
Faixa etária: 14 anos